Enxaqueca e Qualidade de vida

Como a enxaqueca interfere no dia a dia do paciente? Homem jovem correndo na esteira enquanto escuta música com fones de ouvido

Considerada comum e um problema importante de saúde pública, por ser caracterizada como uma dor de forte intensidade com manifestações associadas (fotofobia, fonofobia, náuseas e vômitos), a enxaqueca interfere no dia a dia do paciente diretamente, impossibilitando-o de desenvolver suas atividades e, consequentemente, causando grande impacto individual, familiar e social, uma vez que limita as relações pessoais e profissionais.

A doença é considerada uma das principais causas de absentismo (faltas) e diminuição da produtividade no trabalho, exercendo pressão significativa sobre o indivíduo em termos de incapacidade.

É comum pessoas que apresentam enxaqueca não frequentarem praias, clubes, festas, baladas ou simples reuniões com parentes ou amigos, uma vez que estas ocasiões ou ambientes podem ser considerados gatilhos para a doença.

Com isso, há uma redução da qualidade de vida do indivíduo e, muitas vezes, pode levar a um quadro de depressão, comprometendo ainda mais seu bem-estar.

Profilaxia da enxaqueca

Aa enxaqueca interfere diretamente no dia a dia do paciente. Por isso, prevenir o seu surgimento é tão importante quanto acabar com a dor no momento de uma crise.

O tratamento contínuo da enxaqueca, também chamado de profilaxia, caracteriza-se pelo uso de medicações e prática de hábitos saudáveis que impeçam ou tentem evitar ao máximo a deflagração de crises.

A profilaxia é indicada para aqueles pacientes que apresentem uma constância de crises de cefaleia ou aqueles em que estas assumem características devastadoras, impedindo-os de realizar suas atividades diárias.

Alguns cuidados e atitudes devem ser tomados antes de se iniciar a profilaxia. A primeira atitude é buscar o diagnóstico correto, por meio de um profissional especializado, para que seja traçado um plano de atuação com bases realistas. Com isso, evitam-se exames desnecessários, diminui-se a angústia do paciente e institui-se uma terapêutica adequada.

Atualmente, muitos médicos utilizam os chamados “diários de cefaleia”, que permite acompanhar a evolução das dores de cabeça e a resposta terapêutica.

Também é importante que o paciente com enxaqueca faça acompanhamento periódico com um nutricionista, para avaliação constante de sua dieta, a fim de evitar alimentos desencadeantes das crises e manter o equilíbrio nutricional, essenciais ao seu bem-estar e qualidade de vida.

Convivendo com a enxaqueca

Mudanças no estilo de vida, evitando os excessos e, principalmente, aqueles fatores sabidamente deflagradores das crises são indispensáveis à prevenção da enxaqueca, auxiliando, inclusive, no tratamento medicamentoso.

Alimentação equilibrada, sono regular, prática de exercícios físicos, redução do consumo diário de cafeína, controle dos níveis de estresse são medidas que ajudam a diminuir a frequência e a intensidade das crises.

Portanto:

  • Tenha total adesão ao tratamento prescrito por seu médico;
  • Não pule refeições, evitando o jejum prolongado;
  • Evite alimentos e bebidas que possam provocar crises de enxaqueca;
  • Pratique exercícios físicos regularmente, sempre com orientação médica;
  • Estabeleça horários para dormir e despertar;
  • Reserve algum tempo do seu dia para descanso ou lazer;
  • Procure controlar os níveis de estresse, seja no trabalho ou em casa;
  • Ao reformar a casa, opte por tintas sem cheiro e não utilize solventes químicos;
  • Cuidado com o excesso de perfume;
  • Invista em técnicas de relaxamento, em casa ou em centros especializados. A meditação é uma excelente opção;
  • Leia o rótulo dos alimentos, evitando o consumo de MSG.

Tenha sempre em mente que, embora seja portador de uma doença crônica, esta pode ser controlada com tratamento correto, apresentando períodos em que pode desaparecer totalmente.

Referências bibliográficas:

  1. FUKUI et al., 2008; LEIRA; RODRÍGUEZ, 1996; MILLICHAP; YEE, 2003; VAUGHAN, 2008.
  2. DIENER et al., 2005.

Redação e Colaboradores

Redação:

Andrea Luna Jornalista MTB: 45.172

Colaboradores:

Dr. Mauro Eduardo Jurno Coordenador do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia.

Daniela Cierro Nutricionista – CRN 3 8790 Consultora da Associação Brasileira de Nutrição.

Material destinado ao público em geral.

Dezembro/2020

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