Saiba mais sobre a epilepsia: tipos de crises, impacto no mundo e estatísticas.

Pessoas em uma mesa de reunião com formulários

A epilepsia é uma condição neurológica causada por crises epilépticas recorrentes, que ocorrem graças a breves perturbações nas funções elétricas cerebrais. Chamadas também de crises ou ataques, as crises acontecem quando há uma súbita interrupção na forma como o cérebro trabalha. Há um método de classificação dos tipos de crises de epilepsia, que são divididas em grupos. Essa divisão depende da região em que as crises iniciam no cérebro, da consciência (se foi afetada ou não) e de outros sintomas envolvidos.

Tipos de crises e como ocorrem

Vamos entender quais são os tipos de crises de epilepsia? As crises focais ou parciais ocorrem quando a atividade está limitada a uma parte do hemisfério cerebral. Entre elas, há dois tipos: a crise focal consciente, reconhecida como um simples ataque parcial (perceptiva); e crise focal com consciência comprometida, em que a pessoa tem percepção afetada e pode ficar confusa (crise desperceptiva). A crise pode se espalhar para os dois hemisférios (a crise torna-se generalizada, em geral com convulsões tônico-clônicas).

As crises epilépticas também influenciam o nível de consciência da vítima durante a crise. A crise generalizada ocorre quando há dissipação da atividade do ataque nos dois lados do cérebro. Entre os diferentes tipos de ataque generalizado, estão: crise de ausência, crise tônico-clônica ou convulsiva, crise atônica, crise clônica, crise tônica e crise mioclônica. Após esses ataques, pode ser necessário descansar.

Embora possa atingir pessoas de qualquer idade, a doença é normalmente diagnosticada em pessoas menores de 20 anos e maiores de 65 anos. As causas mais comuns de maior incidência na infância são as dificuldades durante o nascimento/parto, infecções ou acidentes e em idosos o acidente vascular cerebral. Atualmente, mais de 50 milhões de pessoas possuem a doença no mundo, enquanto 75% delas sequer recebem tratamento. Todos os dias, cerca de 87 pessoas são diagnosticadas com epilepsia e 70% dos afetados que se tratam conseguem viver normalmente.

A epilepsia possui implicações econômicas significativas em termos de necessidade de cuidados de saúde, morte precoce e perda da produtividade no trabalho. Embora os efeitos sociais variem de país para país, a discriminação e o estigma social que rodeiam a epilepsia mundialmente são frequentes e mais difíceis de superar que as próprias crises epilépticas. As vítimas da doença podem ser alvo de preconceito, e o estigma pode desencorajá-las a procurar um tratamento para os sintomas, além de acabar por atrasar o diagnóstico, podendo prejudicar um tratamento adequado e, desta forma, as perspectivas futuras do paciente.

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Material destinado ao público geral.

Dezembro/2020 

BRZ2171418